domingo, 15 de abril de 2007

Capítulo 13


Capítulo 13

Eros, o guardião


Seiya e Shun finalmente chegaram até o grande templo. O templo era enorme e dava impressão de ser mesmo uma morada divina. Ele era perfeito, e quem quer que fosse o construtor dele uem quer que fosse o construtor dele, havia superado a perfeição. Os pilares altos que davam abertura para seu interior eram decorados com inúmeras pedras preciosas que reluziam com a passagem do sol.
- E então, Shun? Vamos em frente! – falou Seiya olhando para o amigo.
Shun concordou com a cabeça.
Sem perder tempo os dois adentraram no templo. Eles correram rapidamente em busca do destino final.
- Esse lugar é enorme! – disse Shun exausto enquanto corria.
- Nem me fale... – respondeu Seiya suspirando.
Um doce perfume floral invadia o templo. Dentro dele também havia enormes pilares com o brilho de pedras preciosas e flores de diversos tipos, em especial rosas vermelhas.
Depois de percorrerem um enorme caminho, uma forte luz encadeou os olhos de Seiya.
- Veja Shun, é um portão! – admirou-se Seiya quando o viu.
- Finalmente! – disse Shun aliviado.
Poucos passos de um grande portão de ferro, Seiya e Shun pararam por alguns instantes.
- Parece bem resistente... – falou Shun impressionado.
É, parece mesmo, mas ele não vai me impedir de seguir em frente. – disse Seiya muito serio. - Para trás Shun!
- O que vai fazer Seiya?
- Ora, não está na cara?
- Vai destruir o portão?
- Não tenho escolha não é? É a única solução para seguirmos em frente.
Shun não disse mais nada, apenas se afastou como pediu o amigo.
É agora... – disse Seiya determinado.
- METEOROS DE PEGASO!
Inúmeros meteoros disparados por Seiya seguiram em direção ao portão.
- O QUE? – falou Seiya assustado.
Uma imensa barreira transparente protegeu o portão.
- Quanta violência, hein? Se ao menos o arranha-se, pagaria com sua vida.
Seiya e Shun ouviram uma voz atrás deles. Era uma voz masculina com certo tom de tranqüilidade. Rapidamente eles se viraram e vira um belo jovem caminhar lentamente em sua direção. Ele era loiro, e estava usando uma armadura diferente, (Pois cobria poucas partes do seu corpo.) segurava um arco sobre uma das mãos e possuía duas curtas asas douradas.
- Quem é você? – perguntou Seiya ao estranho.
- Eu é quem te faço essa pergunta? Seriam vocês os intrusos que invadiram os jardins suspensos e se rebelaram contra os deuses?
- Somos cavaleiros de Atena. Eu sou Seiya de Pegaso e ele é Shun de Andrômeda .
- Estavam tentando derrubar o portão divino?
- O que faria se fosse isso? – perguntou Seiya exaltado.
- Se fosse isso, não teria escolha se não matar vocês dois aqui e agora...
- Você não gosta de lutar... – disse Shun o encarando.
- O que disse garoto? – perguntou o jovem cavaleiro com uma expressão de sorriso no rosto.
- Eu disse que você não gosta de lutar. Eu vejo isso no fundo dos seus olhos, você não é mau...
- Não diga bobagens...
- Por favor não fique no nosso caminho, eu não quero te ferir...
O jovem cavaleiro deu um sorriso profundo.
- Como disse? Não quer me ferir? Acha que teria poderes para isso garotinho?
- CHEGA! – falou Seiya irritado.- Vai mesmo tentar nos interferir?
- Ainda tem dúvidas disso?
- Então não teremos escolha Shun, o derrotaremos primeiro.
- Que determinação a sua hein? Sabe Pégaso uma coisa que eu admiro nos cavaleiros de Atena, e a fácil possibilidade que vocês têm de sonhar alto. Mesmo diante de um inimigo indestrutível pela suas mãos, nunca perdem a esperança...
- Não importo quem seja o meu inimigo, eu o derrotarei sem medir esforços. – disse Seiya fazendo postura de ataque.
- Não Seiya , por favor! – pediu Shun segurando o seu punho.
- Mas Shun...?
- Por favor, pela ultima vez, não nos obrigue a lutar com você! Eu já te disse que você não é mau, as minhas correntes me dizem isso, o meu coração diz isso... – Shun suplicava cada vez mais. – Por favor nos deixe seguir em frente, poupe-nos de uma luta desnecessária.
- Acho que ainda não me apresentei. Muito bem, eu sou Eros, o deus da união, sou também o guardião do portão divino, portanto é inadmissível me pedir para deixar vocês prosseguirem, se a minha missão é não deixar ninguém chegar até o outro lado.
- Não adianta mesmo, não é? – disse Seiya com os olhos flamejantes.
- Não! – disse Eros com frieza.
- Não, Eros, eu não aceito isso! Como pode o deus da união ter um coração tão negro como você aparenta ter.
Eros sorriu.
- Quer mesmo uma explicação para isso?
- Seria mais do que justo...
- Não adianta Shun, ele é nosso inimigo. Não podemos perder tempo, Atena precisa de nós agora...
- Tem razão Seiya! – falou Shun determinado. – Deixe o Eros comigo e siga em frente!
- Ah,... O que? – Tentou falar Seiya espantado.
- Isso mesmo, deixe o Eros comigo e siga em frente!
- Mas Shun...?
- Seiya, como você disse “Não podemos perder tempo...”
Seiya olhou nos olhos de Shun por poucos segundos e concordou.
- Tudo bem, eu conto com você!
- Pode confiar.
Virando-se de costas Seiya segue em frente.
- Eros, eu ainda vou descobrir, porque você luta...
Eros parecia irritado.
- Garotinho, a resposta é obvia: Eu luto por que gosto, por que me sinto bem e me divirto matando os meus inimigos...
- Isso não é verdade! – Shun o interrompeu. – Você é como nós, não gostamos de ferir os outros...
As curtas asas de Eros se abriram e ele voou rapidamente até a frente do portão.
- Já falei, que sou o guardião daqui, e que não deixarei ninguém passar.
- Ora, seu... – Seiya levantou o punho furioso.
- METEOROS DE PEGASO!
Mais uma vez, Eros ergueu a barreira transparente que conteve todos os meteoros de Seiya.
- Maldito! Pega essa então:
- COMETA DE PEGASO!
A barreira continuou aparando todos os golpes de Seiya, por mais fortes que eles fossem.
- Impossível!
Rapidamente, Shun se aproximou deles.
- Eu estou disposto a lutar com você, Eros. Deixe o Seiya seguir em frente!
- Não seja ridículo! Por aqui ninguém passa!
- Você já esta me aborrecendo...
- Calma Seiya, nós vamos conseguir... – pediu Shun serenamente.
- Eros, você é um deus, e não é um deus qualquer, pois a virtude que você carrega consigo, é um dos sentimentos mais belo mundo. Se nós conseguimos tudo que temos hoje é por que nunca desistimos por estarmos unidos. A nossa união supera qualquer coisa. Eros tudo em união fica mais fácil...
- Shun...? – falou Seiya lentamente.
Eros baixou a cabeça e deixou escapar algumas lagrimas de profunda tristeza.
- Por que você insiste em ser o nosso inimigo? Por favor Eros...
Levantando o rosto, seus olhos estavam vermelhos de raiva.
- Mas ele... – disse Seiya espantado.
-VOCÊS JÁ ESTÃO ME IRRITANDO! – Eros subiu no ar, e mirou uma flecha para os garotos.
- O que?
- Tomem isto:
- FLECHA DESTRUIDORA!
Uma flecha de luz cortou o vento em disparada e colidiu com o chão sobre os pés deles, causando uma pequena explosão. Depois que a fumaça ofuscante desapareceu, Shun encarou Eros com bastante pena.
- Eros, eu tentei....


sábado, 14 de abril de 2007

Capítulo 12


Capítulo 12

O brilho da justiça



Shiryu ficou boquiaberto. Eolo também não sabia o que dizer. Como seria possível? Como?
Shiryu olhou lentamente cada parte do seu corpo. A sua armadura havia ficado dourada e uma força sobrenatural envolveu todo o seu corpo.
- Sinto um novo poder circulando por minhas veias... – falou Shiryu olhando para as mãos que exibiam também um brilho dourado.
Shiryu olhou para Eolo em disparada, e o encarando falou:
- Ainda insiste em lutar?
Os olhos de Eolo estavam brancos como o vento, e o arrependimento estava estampado em sua face.
- Shiryu... – falou Eolo lentamente. – Perdoe – me por tudo...
Shiryu deixou escapar um sorrisinho sarcástico.
- Acha mesmo que ainda confio em você? Esqueceu que já traiu a minha confiança uma vez? Ou sei lá, varias...
- Eu não sabia... – começou ele explicando-se. – Eu não sabia, Shiryu... Eu desconhecia o verdadeiro propósito de todo o seu esforço...
- E agora, já sabe?
- Já me falou que luta pela justiça. Além disso, está na cara. Você sem querer já provou o suficiente toda a verdade. Esse brilho dourado estampado na sua armadura é o mesmo brilho contido numa armadura de ouro...
- Vai mesmo me deixar prosseguir livremente?
- À vontade... – disse Eolo virando – se de costas e estendendo uma das mãos, fazendo um gesto para Shiryu seguir em frente.
Shiryu hesitou.
- Não tenha medo! Por que eu insistiria em lutar com alguém que provou a capacidade de me superar?
- Eolo – disse Shiryu lentamente. –, eu posso até estar errado, mas vou dar meu voto de confiança a você mais uma vez...
- Pode confiar...
Shiryu não falou mais nada. Olhou para Eolo mais uma vez e com um suspiro profundo seguiu em frente.
Eolo estava falando a verdade. Shiryu prosseguiu livremente.
- Quero ver até aonde você é capaz de chegar... – disse Eolo quando Shiryu partiu. – Shiryu meu caro, não tenho dúvidas que você é discípulo de Dokho de libra, o cavaleiro mais justiceiro que já conheci... Grande homem, grande homem...
Em pensamento, Eolo lamenta – se:
“ - Se Shiryu luta a favor da justiça e está atacando os deuses...”
“- Então até agora eu combati pelo lado errado..?”
Shiryu correu rapidamente pelo longo jardim em direção ao templo principal. Por fim, Eolo viu apenas o vulto do seu reflexo desaparecer lentamente.

Em uma sala dentro do grande templo, (Precisamente a mais importante delas.) uma figura feminina caminhou lentamente até um trono coberto por longas cortinas vermelhas. A trajetória até o trono era composta por um caminho coberto por um longo tapete vermelho. Rosas vermelhas e brancas encontravam-se espalhadas pelo caminho, perfumando e encantando o ambiente. Chegando até o seu objetivo, ela se ajoelhou.
- Majestade, peço que me permita enfrentar aqueles malditos cavaleiros... – ela fez uma pausa. – Eles estão indo longe demais...
- Acredita mesmo que eles são ameaça para nós? – perguntou uma encantadora voz feminina por trás das cortinas.
- Não precisamente, mas eles estão sujando o chão dos jardins suspensos, e isso é inadmissível.
- Bem...
- Por favor, eu...
Antes de ela terminar de falar, a figura por trás das cortinas a interrompe dizendo:
- Se é assim, está livre para fazer o que quiser.
- Obrigada, agradeço por confiar em mim. Aproveito para me desculpar pelo incidente que cometi há pouco...
- Tudo bem, está perdoada, mais prometa nunca mais fazer aquilo de novo!
- Eu prometo majestade, obrigada pela sua piedade.
- Deixe para usar sua força contra nossos inimigos!
- Sim, tem razão.
- Muito bem, pode ir então, mostre do que você é capaz!
Com um sorriso no rosto e fechando o punho, ela encerrou a conversa dizendo:
- Malditos cavaleiros, vão se arrependerem por terem nascido. Eu Íris a deusa do arco-íris provarei isso...

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Capítulo 11


Capítulo 11

Além do limite


Shiryu já havia enfrentado vários desafios em sua vida, mas nenhum igual ao que estava preste a enfrentar. Eolo era um adversário difícil, e ele percebeu isso logo de cara.
Há algum tempo atrás, antes de ter a alma selada, o mestre ancião contou para Shiryu, algo sobre o deus dos ventos, Eolo. Eolo foi nomeado para ser o deus dos ventos por Zeus, o deus dos deuses. Ele recebeu a missão de guardar a entrada onde os quatro ventos (Norte, Sul, Leste e Oeste.) estavam prisioneiros, tornando-se assim o senhor dos ventos.
- Eolo, te mostrarei o que faz um dragão enfurecido! – falou Shiryu determinado.
Eolo nem se importou com a suposta recente ameaça.
- Tome isso seu maldito:
- CÓLERA DO DRAGÃO! – disparou Shiryu.
Eolo se esquivou rapidamente se dissolvendo no ar.
- Onde está você? Apareça!
Eolo surgiu por trás de Shiryu e o atacou:
- Ventania suprema!
Shiryu mais uma vez foi arremessado com a pressão do vento, mas conseguiu se equilibrar dessa vez pisando em pé no chão logo em seguida.
- MAS O QUE? – protestou Eolo incrédulo.
- CÓLERA DO DRAGÃO! – aplicou Shiryu sem perder tempo.
- Não seja ridículo dragão, nunca que um golpe inútil como esse atingirá um deus. - Eolo estendeu uma das mãos, e parou a cólera do dragão com ela.
- Ele parou a minha cólera do dragão com apenas uma das mãos? – duvidou Shiryu assustado.
- Cansei de brincar com você! – disse Eolo muito serio.
O que está dizendo? – perguntou Shiryu perplexo.
- Dragão, nunca que você ganhou o meu respeito. Só deixei aqueles dois seguirem em frente, por que não queria sujar minhas mãos com eles, sem contar que eles nunca passarão do portão de entrada do templo...
- Não fale bobagens! – protestou Shiryu.
- Dragão, não seja cínico a ponto de achar que você é um adversário digno para um deus.
- Ora seu...
- Só estava ganhando tempo até aqueles idiotas dos seus amigos sumirem de vista. – ele sorriu desdenhosamente. – Minha honra não permite lutar com seres tão fracos e desprezíveis.
- Então, Por que ainda luta comigo? – perguntou Shiryu sem pensar.
- Já falei, estava só ganhando tempo...
- Você é ...
- Não! Cuidado com o que vai falar. Não é educado faltar com respeito a um deus.
- MORRA EOLO! VOCÊ JÁ ESGOTOU A MINHA PACIÊNCIA! – Shiryu avançou com bastante fúria contra ele.
- CÓLERA DO DRAGÃO!
- PARE DE SER RIDICULO DRAGÃO, NUNCA CONSEGUIRÁ ME FERIR COM TÃO POUCO PODER. – disse Eolo furioso, erguendo outra vez uma das mãos para parar o ataque.
- VOCÊ NÃO RESISTIRÁ MUITO TEMPO, EOLO! – Shiryu aplicou fortemente a cólera dragão com toda potencia.
- CHEGA! – Eolo, sacudiu fortemente o braço que estava parando o ataque de Shiryu e devolveu o próprio ataque para ele.
Shiryu é atingido em cheio com grande impacto, pelo seu próprio golpe.
- Nunca desistirei... – falou Shiryu mantendo-se de pé, após sofrer o abalo do seu próprio ataque.
- Você é bem teimoso...
- Eolo, não desistirei enquanto não te derrotar! – falou Shiryu decidido com o cosmo se elevando rapidamente mais e mais.
- Dragão, a que ponto você chegou! – disse Eolo incrédulo. - Vocês humanos sonham muito alto. Aconteça o que acontecer, você nunca derrotará um deus.
- Não? Então como foi que derrotamos Poseidon e Hades?
Eolo fez uma cara de desprezo.
- Na verdade, a alma de Poseidon não estava preparada para retornar naquele momento, portanto foi um retorno um tanto forçado e seu poder não despertou completamente como devia, sem contar que ele não estava com o seu verdadeiro corpo. O corpo original de Poseidon está se guardando para o momento de seu grande retorno na guerra dos deuses. Quando esse dia chegar, o selo de Atena perderá sua eficácia e a alma de Poseidon retornará para o seu verdadeiro corpo, trajando a sua kamui. No caso de Hades, bom acho melhor não tocar no assunto... Afinal, estamos falando do senhor que controla a morte...
- O que está escondendo de mim?
- Isso não é da sua conta! Já fiz muito em conversar todo esse tempo em paz com você.
- Está com medo de um mero humano? – perguntou Shiryu com um sorriso desdenhoso forçado.
- Não me faça rir, Dragão...
- Não, isso não é uma piada. Mas que você está com medo está!
- Já perdi tempo demais com você, morra em paz Dragão! – Eolo se concentrou com a sua cosmo energia elevada e aplicou um ataque muito poderoso contra Shiryu:
- CICLONE DÍVINO!
O ataque era bem mais forte que a ventania suprema. Tinha o formato de um ciclone gigantesco e transparente onde o corpo de Shiryu ficou preso dentro dele, girando interminavelmente.
- EXPLODA! – ordenou Eolo.
O ciclone desapareceu numa explosão e Shiryu caiu completamente ferido no Jardim perfumado.
- Imbecil... – falou Eolo dando-lhe as costas.
- Isso é tudo que pode fazer! – Shiryu levantou-se rapidamente. O seu corpo estava todo ferido sangrando sem parar, mas o seu cosmo, o manteve de pé.
- Impossível...? – Eolo estava incrédulo diante o fato ocorrido.
Shiryu havia passado por momentos que um humano normal não resistiria. Eolo resolveu acabar com ele de uma vez por todas usando toda sua força divina, mas Shiryu continuava de pé. Como?
- Dragão, como pode estar de pé depois de todo impacto que recebeu?
- Eolo, eu falei que não desistirei até te derrotar. Posso perder a minha vida nesse combate, mas levarei você comigo!
Eolo não falou nada. Estava perplexo, Shiryu acabará de sobreviver em um caso de morte certa.
- Muito bem dragão, descansará em paz de uma vez por todas. – Eolo juntou as duas mãos e uma esfera de poder teve-se origem. – Se não te eliminar agora, posso me arrepender futuramente...
- Eolo, Vou te mostrar o ataque mais poderoso de Shiryu de dragão. O ataque supremo que aprendi com o meu mestre.
Shiryu tentou elevar o seu cosmo novamente, mas ele já estava completamente no limite...
- ACABOU DRAGÃO, SUA VIDA TERMINA AQUI! – a esfera de energia que Eolo segurava aumentou de tamanho rapidamente ficando enorme. Ele agora a segurava com as duas mãos para cima. - Esse e o ataque supremo de Eolo, o deus dos ventos. Nesse ataque eu reúno o poder dos quatros ventos que estão prisioneiros em um só, criando essa imensa esfera de ar. Não há escapatória!
Shiryu olhou para Eolo que se encontrava agora no ar, (mais não tão alto) e percebeu que a cada segundo a esfera ficava maior.
- Dragão, seu corpo será destroçado inteiramente. – ele sorriu satisfeito e confiante. - Eu te falei que usaria todo o meu poder contra você nessa batalha.
- Pois então que ataque! – mandou Shiryu destemido.
- SÓ SE FOR AGORA!
Eolo arremessou a imensa esfera de energia sobre Shiryu. Seu poder era inquestionável.
- JÁ TE FALEI QUE NÃO MORREREI SOZINHO:
- CÓLERA DOS CEM DRAGÕES DE ROZAN!!!!!!!
O cosmo de Shiryu explodiu liberando o poder supremo dos cem dragões de Rozan. Uma tremenda força avançou em disparada e se chocou com a imensa esfera de ar de Eolo. Os dois ataques entraram em impacto e com uma grande explosão, eles se alto - destroem.
Shiryu não perdeu tempo e saltou contra o inimigo:
- EXCALIBUR!!!!! – aplicou ele com o poder da espada sagrada herdada de Shura.
Sua mão direita desceu afiada marcando um traço de aço dourado no peito de Eolo.
Shiryu desceu ao chão com uma feição vitoriosa, mas logo em seguida caiu de joelhos esgotado.
- Não posso acreditar... – disse Eolo bastante surpreso ainda no ar.
Ele desceu lentamente e pisou no jardim; uma gota de sangue manchou o chão nitidamente.
Shiryu tentou se levantar. Ele estava muito ferido.
- Dragão, por quê...? – perguntou Eolo angustiado. Seus olhos pareciam bem sinceros.
- Eolo, eu faço tudo isso em nome da justiça, combaterei até o fim sem me entregar por nada nesse mundo. – disse Shiryu levantando o punho.
- Shiryu, você...? – Eolo olhou para Shiryu espantado. Pela primeira vez o chamara pelo nome.
Shiryu também se sentiu estranho. Uma imensa onda de calor parecia dominar todo o seu corpo. Um brilho dourado o ocultou completamente. Quando finalmente o brilho desapareceu, Shiryu ficou tão surpreso quanto Eolo.
- Shiryu, a sua armadura...?






quinta-feira, 12 de abril de 2007

Capítulo 10


Capítulo 10

O devastador vento da traição



Shunrei estava ajoelhada no templo de Atena, (na verdade só as ruínas) rezando pacificamente. De repente vozes se aproximam do local assustando-a.
- É apenas uma garota. – falou uma voz feminina.
- É mesmo. – disse outra voz feminina se aproximando de Shunrei.
A garota demonstrou está assustada.
- Não se assuste, não somos inimigas! – era Marin
- Quem é você? – perguntou a outra. Era Shina.
- Eu... Chamo-me Shunrei... – respondeu ela nervosa.
- O que está fazendo aqui? – perguntou Marin curiosa.
Shunrei hesitou.
- Ora, já falei para não ter medo! – insistiu Shina. – Não somos malignas.
- Acho melhor nos apresentar-mos, Shina. – falou Marin decidida.
Shina fez um sinal com a cabeça concordando.
- Eu sou Shina de cobra. Sou uma amazona de prata.
- E eu sou Marin de águia. Também sou uma amazona de prata. Somos-nos guardas do santuário. Lutamos para defender a justiça também...
Shunrei permaneceu calada, mas menos nervosa.
- Creio que já confia um pouco em nos duas, não é mesmo? – perguntou Marin hesitante.
Shunrei olhou cautelosamente para o rosto delas (Na verdade para a mascara) e sorriu meia sem jeito.
- Aos poucos você confiará em nós duas completamente... – disse Shina com um ar sorridente na fala. – É só uma questão de tempo.
Mesmo calada, Shunrei se sentiu mais feliz, pois não estava mais sozinha naquele local, e de alguma forma ela acreditava que Shina e Marin eram mesmo pessoas de confiança.

Hyoga estava parado ao lado do cavaleiro que á pouco tempo era conhecido como Castor. O cavaleiro de cisne ficou bastante chocado quando tirou a mascara e descobriu quem era Castor de verdade. Com os olhos cheios de lágrimas, Hyoga protestou:
- Não pode ser... O que foi que eu fiz?
O cavaleiro continuou desacordado.
- Não pode ser verdade... – disse Hyoga finalmente aos gritos – POR FAVOR REAJA IKKI...

- VAMOS ATAQUE! – Shiryu falou bastante determinado.
Ele Seiya e Shun estavam com o cosmo bastante elevado e no mesmo momento que o cavaleiro atacasse, eles contra-atacariam com seus poderes. Mesmo um pouco distante o cavaleiro olhou profundamente para eles e fez uma coisa que nenhum deles esperava.
- Vamos, sigam em frente! – disse ele brandamente.
- O QUE? – todos se assustaram com a sua atitude.
- Eu mandei seguirem em frente – continuou ele. – Não há motivos para eu os enfrentar. Se conseguiram chegar até aqui, é por que estão do lado da justiça.
Mesmo não entendendo a estranha e repentina decisão do cavaleiro eles não pouparam tempo é seguiram em frente com grande cautela. Quando chegaram perto do cavaleiro eles puderam ver toda a sua fisionomia. O cavaleiro tinha os cabelos prateados e sua armadura era branca azulada. Tinha uma personalidade forte que era destacada por seu forte olhar. Seus olhos eram vermelhos como o fogo.
Quando finalmente perderam o cuidado e seguiram em frente sem restrições, eles são repreendidos pela voz do cavaleiro.
- Esperem! – disse ele sorrindo. – Acham mesmo que Eolo, o deus dos ventos, deixará vocês partirem assim desse jeito?
Antes de se virarem completamente, eles são atacados pelo inimigo.
- VENTANIA SUPREMA!
Uma forte rajada de vento que tomou conta de todo o cenário teve origem repentina. Eles foram pegos pela ventania e arremessados para longe. Pouco depois, três grandes estrondos abalaram o jardim: Os três cavaleiros de bronze caíram com grande impacto no chão perfumado, esmagando algumas flores no local da queda.
Eolo caminhou lentamente dando as costas aos três cavaleiros.
- Vocês são patéticos! – disse ele sorrindo com desdém.
Shiryu não mediu esforços e se levantou rapidamente do chão.
- Espere...
- Ainda está vivo?
Eolo parou de caminhar imediatamente.
- Que atitude vergonhosa vinda de um deus! – disse Shiryu as suas costas.
- Do que está falando? – perguntou Eolo se fazendo de desentendido.
- Nunca se ataca um inimigo pelas costas. Devia se envergonhar desse seu ato sujo, principalmente se for mesmo um deus.
- Você é bem resistente... – disse ele mudando de assunto.
- Você despertou minha fúria infeliz! – disse Shiryu queimando o cosmo furiosamente.
- Nossa que medo! - falou Eolo com ironia, finalmente se virando para encará-lo.
- Eolo, o seu nome , não é? – perguntou Shiryu um pouco perplexo.
- Me desculpe, esqueci de me apresentar – continuou Eolo com ironia. – Sim! Isso mesmo, meu nome é Eolo, sou o deus dos ventos.
- Seiya! Shun! Rápido! Levantem-se! Sigam em frente que eu enfrentarei o Eolo sozinho.
Seiya e Shun se levantaram lentamente.
- Mas o que você está dizendo? – perguntou Eolo incrédulo e frustrado. – Primeiro que você não pode vencer um deus, segundo que eu não deixarei nenhum de vocês darem mais nenhum passo daqui.
- Vamos, vão em frente, eu seguro o Eolo! – disse Shiryu em tom de líder.
- Mas Shiryu...
- Mas nada, não podemos perder tempo!
Seiya e Shun confirmaram com a cabeça e seguiram em frente.
- Nunca os deixarei passar! – disse Eolo com os braços abertos.
- É o que veremos! – falou Shiryu tomando a frente deles rapidamente.
- Não me desafie, posso acabar com você em um segundo. – falou Eolo zangado.
Shiryu deu um leve sorriso forçado.
- Se você se garante tanto, por que não luta comigo a sós? Tem medo de ser derrotado por um único cavaleiro de bronze. Claro! Se perdesse enfrentando três deles, seria uma derrota menos vergonhosa, não é mesmo?
- Ora seu... – Eolo ficou furioso. – Tome isto: VENTANIA SUPREMA!
- CÓLERA DO DRAGAO! – revidou Shiryu.
Shiryu estava com o cosmo bastante elevando, por isso a sua cólera do dragão superou o ataque de Eolo, fazendo o deus ser jogado contra o ar. Eolo permaneceu com equilíbrio nas alturas e aterrissou no jardim lentamente de pé.
- Muito bem dragão, você ganhou o meu respeito. – disse Eolo com um sorriso forçado e batendo palmas.
Shiryu nada disse.
- Vão em frente! Deixem-me a só com o dragão! – disse Eolo em tom de ordem para Seiya e Shun.
Eles olharam para Shiryu, que retribuiu o olhar dizendo certamente o que eles queriam ouvir:
- Vão, dessa vez eu não deixarei ele atacar vocês.
Eles confirmaram com a cabeça é seguiram em frente finalmente.
- Vai se arrepender dragão! Usarei todo o meu poder contra você nesse combate.
- Estou esperando! – disse Shiryu o encarando.


quarta-feira, 11 de abril de 2007

Capítulo 9


Capítulo 9

O jardim dos deuses



O arco-íris se estendia por todo o céu do santuário. Chegou à hora da partida para os Jardins suspensos.
- Vamos, não podemos perder tempo, elevem seus cosmos ao máximo! – ordenou Seiya aos demais cavaleiros.
- Shunrei... – Shiryu falou lentamente olhando para a garota.
Todos os outros também olharam pra ela.
- É mesmo, Shunrei não pode vir conosco... – disse Shun em tom de pena.
- E agora o que fará Shiryu? – perguntou Seiya ao amigo.
Shiryu não falou nada, ele estava muito confuso em como agir.
- Shiryu, não podemos perder tempo! Daqui a pouco esse arco-íris some... – disse Seiya ao amigo.
Por mais difícil que fosse, ele tinha de dizer essas duras palavras.
- Me desculpe Shiryu... – falou Shunrei com os olhos cheios de lágrimas – Eu fui uma burra em insistir para vir com você, eu só estou te atrapalhando...
- Não diga isso Shunrei, isso não é verdade! – disse Shiryu segurando as mãos dela.
Seiya e Shun ficaram só observando.
- Escute Shunrei: você ficará aqui nos esperando! Estamos no templo de Atena, creio que nada possa lhe acontecer, sem contar que estamos indo para os jardins suspensos agora para acabar com tudo isso que está acontecendo... Eu prometo que volto logo!
Ela olhou para ele com um gesto singelo e disse:
- Tudo bem, eu confio em você.
- Aproveite e reze muito por todos nós! – pediu Shiryu com um sorriso
Ela não falou nada, mas retribuiu com um sorriso também.
- Vamos! – disse Shiryu se virando para os amigos.
Seiya e Shun confirmaram com a cabeça.
Os três caminharam alguns passos e de repente pararam.
- Estão prontos? – perguntou Seiya.
- Sim! – afirmaram os dois.
Com os olhos fechados os três cavaleiros se concentraram e elevaram seus cosmos ao máximo. Com um único pensamento em mente, a cada segundo que se passavam, seus cosmos se elevavam cada vez mais. Finalmente em uma fração de segundos, os três cavaleiros se transformaram cada um em um raio de luz que tomou rumo ao espaço.
- Shiryu... – Falou a voz fraca de Shunrei quando ele partiu, e ficou olhando para o céu até as luzes desaparecerem.

No inicio do santuário, Hyoga, teve um grande choque com as ultimas palavras de Íris. Ela mencionou que Castor era seu amigo e isso não fazia nenhum sentido.
O cavaleiro de cisne caminhou lentamente até onde estava o corpo de Castor, (Não se sabia se ele havia morrido ou estava só desmaiado, pois Hyoga não conseguia mais sentir nenhum pouco do seu cosmo.) e ficou olhando para ele por um longo momento.
Sem hesitar mais, Hyoga se abaixou e colocou suas mãos na mascara de Castor
- Será que devo...? – Falou Hyoga lentamente.
Finalmente decidido, Hyoga segurou firme na mascara de Castor e a puxou.
- NÃO!
O coração de Hyoga congelou.
- Não...

Os jardins suspensos estavam tranqüilos até o momento em que três luzes se materializam no local, dando forma aos três cavaleiros de bronze: Seiya, Shiryu e Shun. Eles observaram bem o local, olhando de um lado para outro, (Na verdade não havia palavras para descrever a beleza do lugar, parecia um verdadeiro paraíso, todo florido e perfumado) até que finalmente Shun falou:
- Mas que beleza... – o cavaleiro de Andrômeda deu um leve sorriso.
- Sinceramente não entendo como alguém que vive aqui seja maligno. – disse Seiya respirando profundamente.
- Dá até para sentir a pureza desse lugar... – suspirou Shiryu.
- Vejam – Shun mostrou aos amigos o enorme templo que se via um pouco distante.
- Deve ser lá que está a Saori – Falou Seiya determinado. – Vamos, não podemos perder tempo!
Todos os três avançaram correndo em direção ao templo. A cada passo rápido que eles davam, um perfume profundo batia fortemente em suas narinas. Mas não era o mesmo perfume que estava no santuário, pelo contrario, era um perfume que os faziam se sentir bem. Quando estavam um pouco mais próximos do templo, um ser se materializou do nada um pouco a frente deles. Sem hesitar eles pararam o percurso. Era um cavaleiro.
- Para onde pensam que vão? – perguntou o cavaleiro com um tom forte na voz.
- Quem é você? – perguntou Shiryu.
- Vocês não deviam está aqui... – disse ele calmamente. – Esse lugar é exclusivo para os deuses, ninguém mais.
- Ora, quem você pensa que é para nos dizer o que devemos fazer ou não? – protestou Seiya exaltado.
O cavaleiro sorriu desdenhosamente.
- Vão embora, se não quiserem sofrer a fúria de um deus.
- Outro que se diz ser um deus... – disse Seiya ironicamente.
O cavaleiro continuou a sorrir abafadamente.
- Será que você pode sair da nossa frente? Precisamos chegar até o templo. – perguntou Seiya já imaginando qual seria a sua resposta.
- Pelo que percebo, vocês não desistem fácil não é? – perguntou o cavaleiro aborrecido.
- Não iremos desistir nunca! – exclamou Seiya.
- Muito bem, vou acabar com os três agora mesmo. Não posso permitir que vocês dêem mais um passo. – o cavaleiro fez postura de luta e elevou o seu cosmo intensamente.
- O cosmo dele... – começou Shun – Parece o de um deus...
- O que? – Seiya se assustou, mas também havia percebido.
- Não importa – disse Shiryu tomando a frente. – Seja um deus ou não, nos acabaremos com ele.
- É, você tem razão! – falou Seiya tentando acima de tudo sorrir.
- Nossa amizade supera tudo! – finalizou Shun.
Os três cavaleiros de bronze estavam unidos agora para derrotar o misterioso inimigo. Eles também elevaram seus cosmos intensamente.
O cavaleiro parecia não está nenhum pouco preocupado. Quando seu cosmo estava completamente elevado ele perguntou em voz alta:
- MUITO BEM, ESTÃO PREPARADOS?


Capítulo 8


Capítulo 8

A determinação de Hyoga



- SAIA DA MINHA FRENTE! – ordenou Castor enfurecido.
- Já falei que não! – disse Hyoga muito serio.
Seiya e os outros já iam bem longe, foi então que Hyoga deu espaço e saiu da frente de Castor.
- Você é um ser desprezível... – disse Castor lentamente, mas furioso.
- Será que não sou um adversário digno de uma luta de honra? – perguntou Hyoga irônico.
- Honra? Você? Não me faça rir cisne, isso é uma coisa que você nunca possuiu.
- Menos conversa e mais ação! – finalizou Hyoga fazendo postura de ataque.

Seiya e os outros haviam chegado até o templo de Atena. O local estava todo destruído, e dava impressão de ser enorme, pois a estatua de Atena que ocupava grande parte, havia se transformado na sagrada armadura de Atena na guerra contra Hades.
- E agora, o que faremos? – perguntou Shun.
- Vamos esperar aparecer um arco-íris... – disse Seiya – Após isso, não perderemos tempo e partiremos em seguida.

No inicio das ruínas do santuário, Hyoga encarava Castor com postura de luta.
- Não tente atacar um deus... – falou Castor – Você não conseguirá...
- Isso é o que veremos!
Castor não moveu nenhum passo, ficou aguardando Hyoga ataca-lo.
- TROVÃO AURORA ATAQUE! – disparou Hyoga finalmente.
O ataque atingiu Castor em cheio e o derrubou no campo de batalha.
- Impossível?! – Castor não conseguia acreditar.
- Eu já falei, você não é um deus!
- Não diga sandices.
- Chega Castor, já está na hora... – falou Hyoga determinado – Já esqueceu que eu já enfrentei vários deuses? Perto deles, você não passa de um minúsculo inseto.
- Ora seu... – Castor se levantou rapidamente do chão. – Vai se arrepender por tudo que disse seu maldito...
- Vamos ver quem irá se arrepender!
- Não terei mais pena de você ...
- Ah é? Desde quando você teve pena de mim? O único motivo de não ter me vencido, é porque você não tem forças para isso! – disse Hyoga irônico.
- Você é muito abusado Cisne...
- Acabou Castor, não tenho mais tempo para brincar com você. Receba o ataque mais poderoso de Hyoga de cisne!
Hyoga fez a postura da execução aurora.
- Pois então que ataque! – Castor permaneceu parado novamente.
- EXECUÇÃO AURORA! – disparou Hyoga.
O ataque supremo do cavaleiro de cisne se direcionou para Castor rapidamente.
- VOU DEVOLVER O SEU ATAQUE! É ISSO QUE ACONTECE QUANDO SE ATACA UM DEUS! – gritou Castor.
- IMPOSSIVEL! NUNCA CONSEGUIRÁ ISSO CASTOR...
Não teve outra, o ataque atingiu Castor em cheio, e o arremessou para longe. O cavaleiro que dizia ser o deus das ilusões, caiu com um estrondo impacto no campo de batalha derrotado.
- N-não pode ser... – falou Castor lentamente.
- Eu te falei, você não possui cosmo de um deus, foi fácil perceber isso. –disse Hyoga se aproximando dele.
- Mas ela me disse que nenhum ataque me atingiria...
- Ela quem? – perguntou Hyoga em um tom curioso.
- A majestade... – respondeu Castor com bastante esforço.
Um arco-íris surgiu no céu e dele uma forte luz desceu ao santuário. Dessa luz se formou uma pessoa com quem Hyoga já havia se encontrado antes.
- Íris? – falou Hyoga surpreso.
Ela não falou nada e caminhou até Castor.
- Íris... – falou Castor lentamente.
- Que vergonha Castor! – disse íris aborrecida. – Como pode ter deixado os cavaleiros de bronze prosseguir até os Jardins Suspensos?
- A majestade me enganou...
- Não, ela não te enganou, ela te castigou... - Íris o encarava com um olhar sinistro. - Sua missão era derrotar todos os cavaleiros de bronze, é você fez algo que não te pertencia. Você revelou para eles todos os nossos segredos... – ela fez uma pausa. – Onde você estava com a cabeça?
- O que foi que ela fez?
- Ela apenas retirou a proteção divina que havia lhe dado.
- N-não...
- Foi pouco para o que você fez! – disparou ela com desdém.
- Ela não podia ter feito isso comigo, não podia...
Hyoga observou tudo atentamente. Castor na verdade fora enganado? Por quê? Dúvidas profundas latejavam em sua cabeça.
- Eu nunca confiei em você, mas a majestade achou que seria um desperdício ignorar um guerreiro do seu tipo... – Íris olhou para ele e finalizou a conversa – Mas agora, não precisamos mais de você. Você já foi usado o suficiente...
Castor não falou mais nada, parecia está agora inconsciente; Íris se afastou dele depressa.
- Íris, quem é você afinal? – perguntou Hyoga perplexo.
- Eu acho melhor você socorrer seu pobre amigo agora... – disse Íris com um olhar de relance para Castor.
- Mas o que você está dizendo? – perguntou Hyoga confuso.
- Confira você pessoalmente...
Logo em seguida ela olhou para o céu, e numa luz desapareceu.




terça-feira, 10 de abril de 2007

Capítulo 7


Capítulo 7

A hora da verdade (2° Parte)



Os cavaleiros de bronze encararam Castor por um longo tempo. Ele retribuiu e também os encarou sem falar nada.
- Você... – começou Seiya - Eu conheço essa sua voz. Esse seu cosmo também me é familiar...
- Têm razão Seiya, eu também percebi o mesmo. - disse Shiryu olhando para o amigo.
- Vocês dois, também perceberam? – perguntou Seiya a Hyoga e Shun.
- Sim, claro! – respondeu Shun abatido.
- Só não entendo, por que nenhum de nós não consegue se lembrar perfeitamente de nada. - disse Hyoga com bastante esforço.
Houve uma longa pausa.
- Já acabaram de se lamentarem? – perguntou Castor muito irônico.
- Chega Castor, fale logo de uma vez o que tem para falar! – exclamou Shiryu.
- Muito bem, escutem... – começou Castor a falar lentamente.
Todos os cavaleiros se paralisaram diante dele. Shunrei continuava aflita.
- Thorn, o cavaleiro de espinhos foi enviado ao santuário para eliminar todos os cavaleiros de bronze, só que ele fracassou... – Castor fez uma pausa. – Ele foi gravemente ferido por um cavaleiro de bronze, e foi obrigado a recuar.
- O QUE? – Seiya se assustou de repente. – THORN, FOI GRAVEMENTE FERIDO POR UM DE NÓS?
- Sim, Seiya, eu o enfrentei em um combate terrível, por isso estou nesse estado... – disse Hyoga brandamente – Dei o melhor de mim, é o mínimo que poderia acontecer com ele.
- Eu também o enfrentei, só que fui derrotado...
Seiya baixou a cabeça, parecia bastante envergonhado.
- Então é por isso que você também está todo machucado, Seiya... – perguntou Shun.
Seiya não respondeu.
- No entanto... – Castor prosseguiu. – Eu fui enviado para substituir Thorn, e acabar de uma vez por todas com todos vocês.
- O QUE? – protestou Seiya.
- Você fracassará assim como Thorn... – falou Hyoga.
- Diferente de Thorn, eu sou um Deus. – disse Castor se vangloriando.
- Não importa, nos quatro reunidos te derrotaremos – falou Seiya decidido.
- Castor... – começou Shun lentamente. – eu não entendo, por que querem tanto acabar conosco? Por favor, me diga: Por que tanta raiva, tanto ódio...?
- Por quê? – disse Castor incrédulo. – Vocês são os vermes mais detestáveis deste mundo. Vocês levantaram suas mãos imundas diversas vezes contra os Deuses. Vocês cometeram crimes imperdoáveis... – ele fez uma pausa – Chegaram até a matar um Deus. Ainda perguntam, por que estão sendo condenados?
- Você está enganado... – disse Shun nervoso.
- Não Shun, não adianta explicar para esse ser desprezível por que lutamos. – disse Shiryu muito serio.
- Têm razão Shiryu. – falou Seiya determinado. - Termine o que tem para nos dizer Castor, vamos acabar de uma vez por todas com tudo isso.
- Agora chegou à hora de refrescar suas memórias: Durante a batalha contra Hades, o santuário entrou em total desequilíbrio. No choque das duas exclamações de Atena, grande parte do santuário foi destruída, e com o ataque dos espectros, outra grande parte também foi. Só restaram as ruínas. Como os Deuses decidiram castigá-los por todos os seus crimes, eles acharam uma ótima oportunidade. E como eles fizeram isso?
Todos estavam pasmos.
- O esquecimento profundo. Decidiram que vocês entrassem na mais profunda confusão de suas vidas. Vocês não se lembrariam de nada que os deuses não quisessem. E então é que eu entro em ação. Eu sou considerado o mestre supremo das ilusões. Minhas ilusões superam a de qualquer um, pois alem de serem bem feitas, também posso dominar bem os seus efeitos...
- Está falando daquele perfume sinistro? – perguntou Shiryu.
- Exatamente!
- Essa voz, por que não consigo me lembrar... – Shun parecia desesperado.
- Não adianta, vocês não conseguirão lembrar de nada que os Deuses não queiram, e acho que isso eles não querem. – disse Castor sorrindo.
- Acho isso uma estratégia pavorosa. – protestou Hyoga
- Vai querer agora questionar a vontade dos Deuses?
Castor parecia agora enfurecido com as palavras de Hyoga.
Ninguém falou nada.
- Agora, vou dizer o que vocês mais querem saber... – disse Castor finalmente. – Onde está Atena...
- O QUE?
Seiya teve um imenso choque.
Todos os outros também se assustaram.
- DIGA, ONDE ESTÁ A SAORI? – protestou Seiya se exaltando.
- Atena, está em um lugar muito distante daqui... – começou Castor. – não se preocupem, pois ela foi por vontade própria.
- ISSO É MENTIRA!
Seiya apoiou Hyoga no ombro de Shun e avançou alguns passos.
- Contenha-se Pégaso, ainda não acabei de falar! – falou Castor enfurecido.
- Espere Seiya, essa é a única oportunidade que temos de saber o paradeiro de Atena. - disse Shiryu brandamente.
- Mas se ele estiver mentindo? – protestou Seiya.
- Mas se estiver falando a verdade? – completou Shiryu.
- Shiryu tem razão Seiya. – disse Hyoga.
Seiya baixou a cabeça. Tentou compreender a opinião dos amigos, mesmo que fosse difícil.
- Muito bem então, diga logo onde está Atena! – ordenou Seiya determinado.
- Direi onde ela está, mais não servira de nada... – zombou Castor. – Muito bem... – Falou ele finalmente. – Atena está nos jardins suspensos.
- ONDE? – perguntaram todos ao mesmo tempo.
- Nos jardins suspensos. – repetiu Castor
- E onde fica isso? - perguntou Shiryu.
- Os jardins suspensos, é um lugar sagrado que os mortais não podem visitá-lo. Os Deuses tem entrada livre, por isso Atena está lá no momento.
- IMPOSSIVEL! DEVE HAVER ALGUMA MANEIRA DE COMO A GENTE POSSA CHEGAR LÁ! – protestou Seiya furioso.
- Mais o que você está dizendo? É inadmissível que vermes como vocês cheguem até os jardins suspensos. Mesmo que fosse possível a entrada de mortais, com certeza vocês seriam uma exceção. Vocês, os seres que os deuses mais detestam... – falou Castor incrédulo.
- Têm que haver uma maneira... – Seiya suplicava.
- Bem... – começou Castor. – Têm sim, mais acham mesmo que a grande Deusa protetora do Jardim não tomaria nenhuma providência?
- Seja lá qual for, diga Castor! – pediu Seiya.
- Outra forma de se chegar aos Jardins suspensos, é seguindo o rastro do arco-íris. Toda vez que um arco-íris aparece no céu, uma passagem se abre em direção aos Jardins Suspensos. Os arco-íris são fenômenos místicos que ligam o céu e a terra. E são por eles também que os deuses têm acesso aos dois mundos. Para conseguir chegar aos Jardins suspensos, basta elevar o cosmo ao máximo proximo de um arco-íris, tendo em mente a força e o desejo suficiente de chegar até lá. Se tudo der certo, acontece um milagre e o ser se transforma numa luz que o guia até lá. Mas como eu ia dizendo, sem ser um Deus, vocês não conseguirão chegar até lá, pois uma imensa barreira de energia, os impedirão de atravessarem o outro lado. Humanos e deuses não se misturam...
- O que exatamente Atena foi fazer nos jardins suspensos? – perguntou Shun.
- Eu acho que já falei demais. – disse Castor seriamente. – Agora vocês podem morrer em paz.
Castor se concentrou em um turbilhão imenso de energia maligna, e disparou um de seus ataques contra os cavaleiros:
- VENDAVAL DAS TREVAS!
Todos foram arremessados para longe. Shiryu tentou proteger Shunrei ao máximo possível abraçando-a.
- Você está bem? – perguntou Shiryu a garota.
- Sim... ,acho que sim...
- Eu te disse que era melhor você ter ficado nos cinco picos...
- Shiryu, já conversamos sobre isso!
A garota falou de um jeito que Shiryu só teve de concordar com ela.
- Está bem, você tem razão!
Todos os cavaleiros se levantaram, emanando seus cosmos em alta escala.
- Vocês insistem em lutar contra um Deus.
- Você não é um Deus! – disse Hyoga com afirmação.
O cavaleiro de cisne parecia ter superado todos os seus ferimentos.
- Mais o que você está falando seu maldito, é claro que sou.
- Então prove!
- Muito bem infeliz, te mostrarei a imensidão do meu poder.
- Cavaleiros saiam daqui, deixem o Castor comigo! – ordenou Hyoga.
- Mas Hyoga... – Falaram todos ao mesmo tempo.
- Não podemos perder tempo, vão logo salvar Atena!
- Pare de dizer besteiras seu idiota! – disse Castor irritado.
- Ele tem razão Hyoga, como chegaremos lá. – disse Shun ao amigo.
- Esqueceram que as nossas armaduras foram banhadas com sangue de Atena. Se não fosse possível chegar lá, como foi que atravessamos outra dimensão é chegamos até os campos Elíseos?
- Ele tem razão... – disse Seiya lentamente.
- Vão logo! Eu prometo que depois eu os alcanço! – ordenou Hyoga novamente.
Sem hesitar, os outros cavaleiros seguiram em frente, e aguardariam a oportunidade certa para seguirem em direção aos jardins suspensos. Shunrei os acompanhou.
- De jeito nenhum... – Castor tentou impedi-los.
- Eu sou o seu adversário! – disse Hyoga atravessando-se na frente dele.