quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mitologia grega (3º Parte)


Éolo

Há pânico e sofrimento no mar e na Terra. A natureza está atormentada. E a criatura humana vive, impotente, sua tragédia, contra a qual nada podem esforços ou preces. Os causadores das desgraças são os Ventos. Não tem lei nem rei. Transformam o ar em perpétua anarquia. Guerreiam entre si. Provocando furacões e tempestades. É preciso dominar essas forças. Organizá-las. Aplacá-las. Para isso, Zeus, o mais poderoso dos deuses, encerra os Ventos numa caverna e sobre ela acumula montanhas e rochedos. Depois pede a Éolo, filho de Poseidon e Arne que vigie os prisioneiros. Assim, Éolo torna-se o rei dos Ventos. Do alto das montanhas ouve os súditos rugirem, desesperados, clamando pela liberdade perdida. Noites e dias, o clamor aflito dói-lhes nos ouvidos. Mas ele não tem compaixão. Somente sob ordens de Zeus os ventos podem ser libertados sobre a Terra.


Os 4 principais ventos são filhos de Astreu e Aurora : Bóreas (ou Setentrião), Zéfiro (ou Favônio), Euro (ou Vulturno) e Noto (ou Austro).


Bóreas - Vento do Norte : Frio e rigoroso;


Zéfiro - Vento do Oeste : Impetuoso e funesto, provocando tempestades;


Euro - Vento do sudoeste;


Noto - Vento do sul.

Mitologia grega (2º Parte)


Íris

Íris, cujo nome provém das línguas indo-européias, foi filha de Taumas e de Electra, a oceânida. Por muitas vezes, aparece como a esposa do vento Zéfiro e mãe de Eros. Tanto ela quanto Hermes portavam a função de arautos dos deuses aos homens. Íris, no entanto, possui a conexão direta e clara aos mortais, enquanto Hermes serve aos selecionados e protegidos especialmente pelos deuses. Íris é a ponte, o traço-de-união entre o Céu e a Terra, entre os deuses e os homens. A iconografia a retrata com suas ligeiras asas, formando, em seu vôo, um rastro colorido, o caminho do arco-íris.Em todas as culturas, o arco-íris é o símbolo do caminho e da mediação entre este mundo e o outro, de que deuses e heróis utilizam-se no seu constante vaivém com o céu e a terra. Biblicamente, traduz a aliança entre Deus e o homem, como mostra o livro de Gênesis.

Mitologia grega (1º Parte)


Afrodite

Afrodite era a deusa do amor e da beleza. Portanto, há mais histórias sobre ela do que qualquer outro deus ou mortal. Sendo o que é, participa das mais diversas aventuras. Seu poder é tamanho que qualquer um que pronuncie seu nome – e nada mais que isso – torna-se vítima de seu encantamento: Tem a impressão de que vê seus ombros pálidos e sente o perfume de seus cabelos dourados.
Mas todos os relatos dão conta de que ela é a deusa do desejo e, ao contrario dos outros olímpicos, jamais abandona suas obrigações. Seu trabalho é o seu prazer; sua profissão é sua diversão. Não pensa em nada em ser no amor, e ninguém espera dela outra coisa.
Afrodite é fruto do assassinato primário. Quando Cronos matou seu pai, Urano, com a foice de sua mãe havia lhe dado, ele jogou ao mar o corpo desmembrado, e o sangue desse corpo se transformou em espuma. Dessa espuma surgiu uma belíssima ninfa, nua e banhada pelas águas do mar. As ondas cuidaram dela, e os cavalos brancos de poseidon a levaram para ilha de Citera. Por onde ela andava, a areia se transformava em relva, e flores brotavam no chão. Mais tarde, foi mandada para a ilha de Chipre. As encostas das montanhas ficavam cobertas de flores, e pássaros de toda espécie coloriram os céus.
Era esposa de Hefesto, o deus da metalurgia, mas Afrodite não era nada fiel a ele.

Epílogo


Epílogo


Estavam todos na casa do campo. Nada como uma boa noite de sono para amenizar os terríveis acontecimentos do dia, isso se era possível dormir.
Acontecera tanta coisa em um único dia...

A noite se passou, um novo dia estava preste a nascer, e Saori já estava acordada na varanda para vê-lo. Uma bela aurora anunciava o novo dia, era um brilho mágico. Em seguida o sol surgia lentamente...
- Saori...
Saori teve um acesso repentino de susto, mas logo se conteve.
- Seiya... Acordado tão cedo!?
- Pra falar a verdade, nem dormi direito, não consegui... E você?
Apesar de tudo, ela sorriu.
- Seiya, coisas terríveis estão por vir, sabe disso...
- É, sei... – Seiya caminhou lentamente para perto dela. – Mas queria que soubesse de uma coisa...
Saori não compreendeu de cara, o que Seiya estava querendo dizer.
Ele respirou fundo e disse:
- Apesar de tudo que está predestinado a acontecer, não devemos nos afligir. Por mais duro e complicado que seja o desafio, não podemos ficar parados, amedrontados reféns do próprio medo. Devemos enfrentar com bastante garra o nosso destino, afinal, podemos temê-lo, mas não fugir dele. Lembro que uma vez você me disse, que todo ser humano deve viver de acordo com as estrelas que nascem. Uns nascem sobre estrelas de sorte, outros sobre estrelas de azar... A única coisa que devemos fazer, é seguir o destino de nossas estrelas, sejam elas quais forem.
Saori sorriu mais uma vez.
- Você sabe mesmo como animar alguém Seiya.
- Não! Só estou dizendo o que penso e o que é certo.


Passou algumas horas, e agora estavam quase todos reunidos na varanda. Ikki não estava presente.
- Shun, poderia chamar o Ikki um instante? – pediu Saori ao cavaleiro de Andrômeda.
Shun hesitou por um instante, mas logo disse:
- Eu sinto muito Saori, mas o Ikki já partiu.
- Como?
Todos também se assustaram.
- Ikki estava com o humor péssimo. – falou Shun muito triste.
- Ele te disse alguma coisa?
- Eu perguntei, mas ele não quis me contar. Só me disse que não se achava mais digno de ser um cavaleiro de Atena.
- Mas, o que afinal está acontecendo? – perguntou Seiya intrigado.
- Ikki não teve culpa, ele foi mais uma vitima do poder maligno da armadura da ilusão...
- Já que tocou no assunto Saori, o que realmente aconteceu com o Ikki, todos nós aqui sabemos que ele jamais nos trairia. – falou Hyoga muito serio.
- Já tinha ouvido falar no poder maligno dessa armadura, mas só nos jardins suspensos, eu confirmei todas as minhas suspeitas.
Todos na varanda agora, pareciam bastante interessados no assunto.
- A armadura da ilusão pertencia a Thorn, o guerreiro mais fiel a Afrodite. Como todos, Thorn tinha um grande desejo, mas esse desejo, se parecia mais com uma ambição. Thorn queria ser um deus, algo impossível, pois os deuses já nascem deuses, e humano algum poderia quebrar esse fato. Devido aos inúmeros feitos de Thorn, Afrodite resolveu tornar esse desejo realidade, mas antes, ele devia cumprir uma árdua tarefa para provar se ele era digno ou não para possuir esse imenso poder.
A cada palavra dita por Saori, os rapazes ficavam mais ansiosos para saber onde essa história iria chegar.
Ela prosseguiu:
- Para essa tarefa, Afrodite entregou-lhe uma nova armadura, a armadura de espinhos, feita com espinhos sagrados de rosas negras. Rosas raras de seu jardim...
- E essa tarefa era eliminar todos nós... – falou Seiya com bastante certeza.
- Isso mesmo, Thorn deveria derrotá-los, e trazer a sua armadura manchada com o sangue de vocês, como provar do ato. Segundo Afrodite, esse era o castigo mínimo para quem cometeu atos terríveis e imperdoáveis.
- E onde é que o Ikki entra nessa história? – perguntou Shun aturdido.
- Bem, segundo a lenda, ninguém pode abandonar a armadura da ilusão assim. Antes de abandoná-la, o antigo dono deve indicar um novo hospedeiro. Mesmo que a pessoa lute pelo lado da justiça, a armadura domina a mente do usuário, transformando-o em maligno, essa é a sua principal função, iludir...
- Então, o Thorn, escolheu o Ikki?! Mas por quê?
- Não tenho muita certeza, mas pensem comigo e vejam se não faz sentido. Para ter o desejo realizado, Thorn tinha a árdua missão de acabar com vocês cinco. Ele sabia muito bem, que não seria nada fácil, afinal, vocês já derrotaram deuses. Para muitos Ikki é visto como o cavaleiro de bronze mais forte, mas na verdade o que deixa Ikki tão forte é a sua capacidade de regeneração, por possuir a armadura de fênix, a ave imortal...
- Então foi isso... – Seiya pareceu compreender antes do fim da história.
Saori também percebeu que Seiya também havia entendido.
- É possível que Thorn achava Ikki o mais ameaçador de nós, e como apareceu essa oportunidade caída do céu de tirá-lo de caminho...
- Tudo isso para facilitar a sua tarefa, além do mais, ganharia um aliado. – completou Shiryu.
- Exatamente! – finalizou Saori.
- Eu não consigo acreditar nisso... – Shun ficou boquiaberto.
- Só uma coisa – Shiryu parecia intrigado. – Então, pra quem o Ikki enviou a armadura, afinal, ele também foi seu hospedeiro e também a abandonou.
- Isso ainda é um mistério. – falou Saori.
“Agora eu entendi...” – pensou Hyoga.

O sol estava se pondo de novo, finalmente revelando o fim de tarde daquele longo dia. Saori estava mais uma vez na varanda, só que dessa vez sozinha. Pensativa mais uma vez. Os garotos estavam caminhando pelo campo, apreciando o belo cenário e aliviando a cabeça, afinal foram acontecimentos pesadíssimos, e isso era o melhor a se fazer.
De repente, um pensamento indevido voltou a atormentá-la. Foi à misteriosa visita que recebeu no santuário da Grécia nos últimos dias, e lhe revelou o motivo da sua angustia atual.
Ela mergulhou claramente naquela lembrança.

- Você?
- Feliz em me ver Atena?
- O que faz aqui Hermes?
- Que maneira ingrata de receber um companheiro. Creio que nesta era, nós nunca nos encontramos antes, então por que não me recebe com honra?
- Não vejo honra alguma em sua visita.
- Estou apenas cumprindo ordens Atena, nada mais...
- Ordens?
Apesar da pergunta, Saori sabia mais do que ninguém a principal função de Hermes, o deus da velocidade. Ele era o mensageiro dos deuses, e precisamente, viera trazer algum recado divino. Hermes estava trajando uma armadura dourada, e possuía asas na cabeça e nos pés, isso para facilitar o seu trabalho de mensageiro. Segurava um cajado dourado com três asas, e havia um tipo de fita branco-azulado em suas costas, que também ajudava no seu trabalho, deixando-o mais leve do que o vento.
- Sim, o senhor supremo quer que você saiba, que a partir de hoje, você não domina mais a terra.
- O que?
- Isso mesmo, ele acha que não é mais digna de tal ato.
- Sempre cumpri muito bem a minha obrigação...
- Você se sujou com os humanos. Jamais humanos e deuses se ligam em elos tão fortes.
- Então, Ártemis, ganhou mesmo a posse do santuário e da terra?
- Ártemis? Não ela não. Ela não se interessou. Acha que é muito pouco pra ela. Afrodite que é a nova governanta.
- Afrodite? Então finalmente os doze deuses despertaram.
- Todos não, mas esse dia está próximo... Em todo caso eu já dei o meu recado, tenho que ir agora.
Ele se virou para partir novamente.
- Espere! Onde Afrodite se encontra?
- O que está pensando?
- Tenho contas a acertar com ela. Preciso vê-la imediatamente.
- Não sei se devo...
- É apenas uma visita. Pelo menos avise a ela que quero vê-la.
- Quem está pensando que é?
- Hermes que você queira ou não, você é o mensageiro divino, e tem a obrigação de transportar mensagens, seja de qual for o deus...
Hermes calou-se.
- Tudo bem, venha comigo.

Aquele pensamento não saia da sua cabeça. Fora assim que tudo começou...

No fim do dia, o sol já havia desaparecido; a noite chegou lentamente e uma garoa caia sobre o campo. A brisa leve que soprava, dava uma sensação de bem-estar e aconchego.
Todos já estavam descansando novamente, exceto Seiya, que foi ao encontro de Saori que estava mais uma vez na varanda, pensativa com um a triste.
- Apreciando a chuva?
Ela retribuiu o afeto com um sorriso.
- Enquanto posso, tenho que apreciar as coisas belas da vida...
- Não gosto quando fala assim? Parece tão pessimista...
- Desculpe, mas...
Seiya já estava ao seu lado novamente.
- Saori, acho que devo complementar aquilo que eu disse hoje de manhã...
Saori baixou a cabeça.
- Somos a justiça, o bem! A verdadeira vitória está do lado daqueles que têm o coração puro, não dos ambiciosos e arrogantes, sejam eles quem for... E mesmo que não esteja, eu não desistirei nunca, provarei que quando quero uma coisa, eu consigo. Consegue entender? Devemos acreditar em nós mesmo, lutar por nós mesmo, e mesmo que o nosso destino esteja traçado de outra forma, nós conseguiremos muda-lo, pois o que decide o nosso futuro são as nossas escolhas... Não vou negar que estou com medo, é normal, mas como já disse, devemos acreditar em nós mesmo. Se não fizermos isso, quem irá fazer?
As últimas palavras de Seiya, eram exatamente o que Saori estava precisando ouvir.
- Estou sem palavras...
- É isso, tudo que tenho a dizer...
Saori suspirou, só que desta vez parecia aliviada. Levantou a cabeça determinada e disse:
- Tem razão! Quando esse dia chegar, mostraremos que é preciso muito mais do que ser divino para vencer...

A noite caiu completamente e a garoa se transformou numa pesada chuva. As nuvens negras no céu, anunciavam que aquela seria mais uma longa noite...


“Acreditar que uma coisa pode ser feita é essencial”

Aldo Novak

terça-feira, 24 de abril de 2007

Capítulo 20


Capítulo 20

Além da beleza


O Jardim sagrado onde Seiya se dirigia, era repleto de grandiosidade. Seu imenso tamanho, era mais uma perfeição superada naquele lugar. Havia flores coloridas e perfumadas por toda parte, mas o seu maior destaque, eram as inúmeras rosas vermelhas. As flores possuíam um brilho jamais visto em nenhum outro jardim. Era possível também apreciar um belo céu de anil, que o clareava deixando-o divino.
Seiya entrou no jardim correndo, não teve tempo nem de apreciá-lo. Parando um pouco para observar, Seiya não precisou de muito esforço para encontrar a deusa. Saori se encontrava caída a alguns passos da entrada. Seiya correu para perto da deusa. Ele se ajoelhou rapidamente e a apóia nos braços.
Ela estava fria e pálida, mas havia uma feição de sorriso no seu rosto.
- Saori... Atena... – os olhos de Seiya estavam cheios de lágrimas. – Por favor acorde... Saori nada respondeu, continuou apagada nos braços feridos do cavaleiro.
- Por favor Saori... Estamos quase vencendo essa luta... Por favor...
- Não adianta Pegaso...
Seiya ouviu a voz da bela mulher atrás dele se aproximar.
Virando o rosto, Seiya a encarou furioso:
- O que você fez com ela?
Ela sorriu levemente.
- Devia me agradecer! Veja o sorriso no rosto dela. Atena morreu feliz, eu a poupei da dor e do sofrimento, dando- lhe uma morte tranqüila.
- Atena não pode está morta... – Seiya recusava a acreditar.
- Não? Então poderia me explicar, em que estado ela se encontra?
Ela parecia feliz ao ver o estado de choque do cavaleiro.
- Você não tinha o direito de fazer isso...
- Não faça drama Pégaso! – começou ela ficando furiosa. - Eu sou uma deusa, tenho o direito de fazer o que bem quiser, agora pelo contrario de vocês cavaleiros de Atena...
- Lutamos pela justiça! – precipitou-se Seiya a dizer.
- Que justiça? A verdadeira justiça está do nosso lado.
- Está enganada...
- Pégaso, não adianta, não vou permitir que um mero mortal questione as minhas decisões...
- Está querendo lutar comigo? – perguntou Seiya aborrecido.
Ela o encarou sorridente.
- Não se chama de luta, a humilhação que você sofrerá em minhas mãos. Um humano qualquer jamais se compara a um deus...
- Vou te mostrar que está enganada.
- Não diga bobagens! Está confiante só por que sua armadura assumiu essa forma ridícula.
Seiya fixou seu olhar mais uma vez em Saori que continuava desacordada em seus braços.
- Não vai querer saber, quem sou eu antes?
Seiya hesitou, mas respondeu com sarcasmo:
- Eu já sei quem você é.
Ela fez cara de admirada.
- Mesmo?
- Claro! Você não passa de mais uma deusa ridícula, que acha que pode tudo, só por possuir inúmera grandeza de poder. Do que adianta o privilégio de ser um deus, se esse alguém só possui maldade na alma... – desabafou Seiya sem pensar.
- Não Pégaso, eu sou diferente dos outros deuses que você já enfrentou. Na verdade aqueles que se diziam deuses, não passavam de semi-deuses. Os semi-deuses, são guerreiros com grande poder divino, mas nunca comparado ao poder de um deus verdadeiro. Eu sou uma deusa, faço parte da hierarquia dos doze deuses olímpicos. Sou Afrodite, deusa da beleza e do amor.
- Você faz parte das doze divindades principais? – Seiya ficou boquiaberto.
- Exatamente! Portanto exijo mais respeito quando se dirigir a mim.
Seiya ficou pasmo, não sabia o que dizer.
- Ainda acha que não tenho direito de fazer o que eu bem entendo?
Apesar de tudo, Seiya manteve a sua palavra, e sem hesitar respondeu:
- Acho!
- O que? – Afrodite pareceu não ouvir direito.
- Não sei o modo que você usou para se livrar de Atena, mas que foi um modo injusto foi. Atena também é uma deusa. Ela não seria derrotada tão facilmente assim...
- Do que reclama? Já falei que Atena teve uma morte tranqüila... – ela fez cara de magoada. – Pégaso, se você se comportasse direito, também te daria o mesmo fim que teve Atena, mas vejo que não é digno de uma morte igual à dela... Terá que sofrer bastante...
- Saori... Por favor... – Seiya não desistiu de tentar desperta-la.
- Não adianta Pegaso, eu envenenei o meu jardim, e aprisionei Atena nele. Ela respirou o profundo veneno de minhas flores por um longo tempo, sem contar que ela perdeu grande parte do seu sangue. Veja os ferimentos...
Era verdade, Saori estava ferida em um dos braços e no pescoço com alguns cortes profundos.
Ela prosseguiu:
- Thorn retirou grande parte do sangue dela com seus espinhos sagrados...
- Não... Aquele cretino...
- Sangue esse, que banhou a armadura dele, tornando-a divina.
Afrodite não conseguia esconder a enorme alegria que estava sentindo naquele momento.
Seiya apesar de angustiado, deu um leve sorriso.
- Engraçado! Como alguém como você, se diz digna de ser a deusa da beleza... Você é negra por dentro, não tem nada de belo dentro de você...
- Sinto muito se não consegue enxergar a minha beleza...
- Não falo da beleza exterior, mas sim da interior... Essa é a beleza que realmente importa...
- Não preciso disso Pégaso...
- A beleza é superficial Afrodite!
- Não para mim, uma deusa...
- Você é um monstro! Nunca encontrei alguém como você antes, sua beleza é uma farsa. Sua beleza não passa de uma carcaça que esconde quem você realmente é.
- Pare de dizer bobagens Pégaso! – protestou Afrodite furiosa. – Não vou permitir que me insulte mais...
As lagrimas agora desciam como uma cachoeira dos olhos de Seiya.
- Afrodite, você me tirou um bem muito precioso...
Afrodite se conteve de atacá-lo.
- Será uma honra fazer você se unir a ela. Pense pelo lado bom...
Seiya a interrompeu.
- Lutarei com você... Mas antes...
Seiya olhou profundamente para o rosto de Saori.
- Atena... Eu sinto muito... – algumas lágrimas de profunda tristeza caíram no rosto dela. – Eu sinto muito mesmo...
Dizendo isso, ele não se conteve e a beijou docemente. O impulso foi maior do que ele. Em seguida ele retirou a sua face do rosto de Atena com rapidez.
- O que? – Afrodite fez uma cara estranha.
Não demorou muito, Saori abriu os olhos.
- Seiya... – falou ela bem baixo.
Seiya não conseguia acreditar no milagre que acabara de acontecer. Enxugando os olhos com uma das mãos ele retribuiu sorrindo:
- Saori... Você está bem...?
Saori tentou se levantar.
- Calma Saori...Você... – o cavaleiro ajudou a deusa a ficar de pé.
- Eu estou bem, Seiya. – disse ela sorrindo.
Finalmente de pé, Seiya conseguiu sentir o cosmo de Saori brilhar de novo. Todos estavam agora frente a frente.
- Não, não pode ser... – Afrodite estava perplexa.
- O que houve Afrodite? Sinto muito, mas você não conseguiu... – disse Saori com um leve sorriso.
- Atena, como pode...?
- Sou eu quem te pergunto isso...
- Eu estava quase conseguindo... Meus planos vieram por água abaixo... MALDIÇÃO!
- Saori, eu... – Seiya tentou falar com a deusa.
- Deixe tudo agora comigo Seiya. – disse ela brandamente, ainda encarando Afrodite. – Vocês já fizeram demais por mim...
Seiya se calou.
O cosmo de Atena queimava agora como o de um deus pronto para atacar.
- O que vai fazer Atena?
- Não é obvio?
- Não está pensando...
- Só uma coisa, por que você está interferindo no meu caminho? – perguntou Saori seria. - Somos deusas, devíamos resolver os fatos de maneira justa...
- Atena você corrompeu a terra completamente. Todos os outros deuses não estão satisfeitos com a forma que você a domina.
- Isso é impossível! Eu faço tudo o que está em meu alcance pela terra...
- Você está guiando esses sanguinários guerreiros. Um crime imperdoável!
- Meus cavaleiros também lutam pela justiça, será que não consegue entender isso?
- Não! Você deveria ter morrido com o veneno das minhas rosas, mas vejo que terei que usar uma forma bem mais cruel... O sofrimento será pouco para pagar os seus pecados.
- Afrodite, estamos em pé de igualdade agora. Se tentar me atacar, com certeza não saíra impune...
- Pagarei para ver isso Atena.
- Por favor Seiya, saia daqui e não interfira, essa é uma luta entre deuses...
- Mas Saori...
- Você me ouviu Seiya! – falou ela em um tom duro.
Seiya não concordava, mas era uma ordem de Atena.
- Estou esperando Afrodite...
- Vai se arrepender Atena...
- PAREM!
Uma voz ecoou pelo imenso jardim. Era uma voz um tanto áspera, e era o tipo de voz que ninguém ousaria contrariar.
De repente o céu escureceu, formando varias nuvens de tempestade.
- O que está acontecendo...? – Seiya se assustou.
- Não pode ser... – Saori falou bem baixo.
Afrodite também olhou para o céu que agora se encontrava negro como a noite. Uma nevoa de mesma cor comprimia totalmente o local. Um ser misterioso desceu lentamente dele. Ele parou no ar. As inúmeras nuvens negras o escondiam, e era possível apenas ver o seu vulto prateado. Mas havia uma coisa que todos identificaram. Em uma das mãos, ele segurava algo parecido com um báculo em forma de raio. Ele estava acompanhado por outras duas figuras, uma de um lado e outra do outro.
Seiya conseguiu identificar os dois na hora.
- Ártemis e Apolo...?
Os irmãos gêmeos Ártemis e Apolo também estavam parados no ar, precisamente acompanhado o supremo deus do centro. Seiya já havia lutado contra eles antes, mas por estranho que parecesse, ele não conseguia se lembrar da conclusão da luta. Mas agora uma coisa ele tinha certeza, ele não havia vencido. Ártemis estava com o corpo completamente oculto pela nevoa, apenas a sua face era vista perfeitamente. Apolo pelo contrario, era possível ver que ele estava trajando uma armadura reluzente.
- Pelo que vejo, continua a erguer suas mãos imundas contra os deuses. – falou Apolo furioso.
- E você Atena, o que tem a nos dizer? – perguntou Ártemis seria.
Saori ficou pasma.
(- Não pode ser, então finalmente chegou o momento...) - pensou ela angustiada.
- Afrodite, abandone esse lugar agora e venha conosco. – falou o grande deus do centro.
- Claro! – ela não hesitou, concentrou-se imediatamente, e uma esfera de luz a levou para junto dos outros deuses.
Seiya e Atena continuaram a olhar para cima
- Atena, por que está fazendo isso...? – perguntou o grande deus num tom triste.
- Você tem que me escutar...
- Mais respeito com o mestre Atena... – vociferou Ártemis.
- Ele veio aqui, por que tem algo muito importante para falar – complementou Apolo.
- Escute Atena – começou o grandioso deus. - Falta pouco tempo para a reunião dos doze deuses novamente, muito pouco... – ele fez uma pequena pausa. - Quando esse dia chegar, a terra será completamente apagada da face terrestre e construiremos um novo mundo. Um mundo novo, onde não haverá essas terríveis desordens atuais.
- Você não pode fazer isso...
- Se você se unir a nós a tempo, também será salva. Estou te dando mais essa chance. Portanto, pense bem, eu ainda posso te perdoar...
Eles foram desaparecendo nas nuvens novamente.
- Espere! Precisa me escutar...
- Não se esqueça, falta muito pouco para o grande retorno, você não tem muito tempo, por isso decida rápido...
Dizendo isso eles desapareceram completamente.
O céu se clareou novamente e foi ganhando aos poucos o seu esplendor.
- Oh não...! – Atena caiu de joelhos no jardim.
- Saori... Aquele era...
- Sim Seiya, o que eu mais temia finalmente está se aproximando...
- Está com medo Atena?
Ela não respondeu, apenas se levantou novamente e deu as costas ao cavaleiro.
- Vamos embora daqui! Onde estão os outros?
- Dentro do templo...
Caminhando lentamente, eles deixaram o jardim...

(-Venha o que vier, eu nunca vou desistir, vou sempre lutar com os meus sagrados cavaleiros até o fim, eu juro!) Era a única coisa que Saori tinha em mente.

Capítulo 19


Capítulo 19

O desafio final (2° Parte)


O sorriso ordinário de Thorn, estava estampado claramente em sua face. Era possível notar a profunda confiança que o cavaleiro de espinhos tinha em si mesmo.
Ele olhou para Hyoga mais uma vez e disse:
- Sorte sua loirinho... – E se dirigiu em direção aos demais cavaleiros.
Ouviu-se um barulho repentino. A porta por onde eles entraram desapareceu.
- Não sairão mais daqui... – disse Thorn sorridente. – Matarei vocês e em seguida...
- MORRA SEU MALDITO! – precipitou-se Seiya. - METEOROS DE PÉGASO!
Os meteoros de Seiya atingiram o corpo de Thorn, que nem se defendeu, mas nada aconteceu com ele. Os meteoros batiam no seu corpo e se dissolviam. Thorn sorriu como se aquilo não passasse de uma agradável massagem.
- Já terminou? – perguntou.
- O que? – percebendo a inutilidade do seu ataque, Seiya recolheu o golpe.
- Posso começar agora? – perguntou Thorn abafando um sorriso irônico.
Shiryu e Shun tomaram a frente.
- Eu faço questão de eliminar o Pégaso primeiro, afinal, ele foi o primeiro de vocês que eu enfrentei...
- Estamos unidos, não deixaremos que nada aconteça um com o outro... – disse Shiryu.
- Admiro a amizade de vocês, mas ela não vai adiantar muito agora... – Thorn levantou seu punho que exibia um brilho negro. – Se fazem tanta questão de morrerem juntos... Então que morram:
- SOCO TURBINADO DE ESPINHOS!
Uma forte rajada de espinhos em forma de luz saiu em disparada do seu imenso punho.
Hyoga nada pode fazer...
- NÃO! – gritou ele.
Mas parece que todos estavam perfeitamente bem. Shun os protegera com a defesa circular da sua corrente divina.
- Malditos...
- Vamos Ikki acorde... – Hyoga tentou despertar o amigo que estava desacordado no chão sangrando muito.
- Thorn, a minha corrente tem a defesa mais poderosa do mundo. Portanto, não adianta, você não vai conseguir rompe-la.
- É muito corajoso de sua parte dizer isso pra mim garoto...
- Você se acha ameaçador Thorn? Mais isso não basta... – Shun falou seriamente. – A nossa união supera tudo, e vamos te mostrar isso agora.
Thorn pareceu não entender.
- Preparados cavaleiros!
- Sim! – disseram eles em uníssono.
Seiya e Shiryu elevaram os seus cosmos para atacarem em igualdade.
- Não esquece de nós Shun! – Hyoga e Ikki também faziam postura de luta. Ikki parecia realmente abatido, mais nada que as cinzas renovadoras da lendária fênix não resolvessem.
Thorn agora se via encurralado. Ele conseguia sentir os cosmos dos cavaleiros bem elevados. Três de um lado, dois do outro e ele no meio...
- É o seu fim cavaleiro! – anunciou Seiya.
- METEOROS DE PÉGASO!
- CÓLERA DO DRAGÃO!
- CORRENTE NEBULOSA!
- PÓ DE DIAMANTE!
- AVE FÊNIX!
Atacaram todos em união.
Thorn ficou perplexo, não havia tempo nem de pensar...
Uma grande explosão teve origem. Os cinco golpes fundidos haviam cercado Thorn, e o atingiu drasticamente.
Uma fumaça enevoada teve origem no local do impacto dos cinco ataques.
- Conseguimos...? – perguntou Shun animado.
A fumaça foi desaparecendo lentamente.
- Não sejam ridículos! – falou Thorn que estava no meio parado. Não estava intacto como antes, tinha alguns ferimentos nas partes desprotegidas, mas a sua armadura estava inteira e ele demonstrava um ar de superioridade e fúria.
- Impossível...? – Todos ficaram boquiabertos.
- Vocês... Criaturas abomináveis, asquerosas... – Thorn parecia furioso – VÃO ME PAGAR POR ISSO!
Ele explodiu seu cosmo repentinamente. Os cavaleiros foram todos arremessados com a pressão, ambos os lados.Vários dos altos pilares vieram a baixo e as paredes obtiveram profundas rachaduras.
- É muita ingenuidade de vocês acharem que podem me derrotar com tão pouca coisa...
- Ele é muito forte... – resmungou Seiya caído que logo em seguida apagou.
Todos os outros também foram profundamente feridos e também estavam inconscientes.
- Muito bem Thorn, demonstrando toda a sua força... – falou animada a voz da mulher por trás das cortinas.
A sala estava toda destruída, e todos os cavaleiros “derrotados”.
- Majestade, espero que tenha ficado satisfeita. Desculpe-me por ter causado todo esse distúrbio, mais eu cumpri o que prometi... – Thorn se aproximou do trono coberto pela longa cortina vermelha e se ajoelhou.
- Tudo bem Thorn, posso cuidar disso num instante...
Finalmente a misteriosa figura estava preste a se revelar. A cortina foi partida ao meio por uma força invisível e de dentro saiu uma bela mulher. A perfeição estava estampada na sua beleza. Não se encontrava palavras para definir toda a sua graça. Ela possuía longos cabelos loiros e estava usando uma armadura rosa bem clara. Retoques dourados preenchiam a armadura, deixando-a superior as demais na beleza. Tinha também duas longas asas amarelas cor do sol e segurava um pequeno espelho pra lá de misterioso...
- Majestade... – Thorn se impressionou. – É você mesma?
Na verdade, Thorn nunca tinha visto o rosto dela antes.
Ela sorriu.
- Com todo respeito: vossa majestade é encantadora...
- Obrigada Thorn, fico muito grata.
Thorn parecia hipnotizado na sua frente.
- Agora o toque final...
Ela fechou seus belos olhos verdes, (que pareciam duas valiosas esmeraldas) e respirou profundamente. Uma brisa de pétalas se formou e invadiu o templo. Tudo parecia voltar à perfeição. Os pilares se reformaram e as fissuras nas paredes e as crateras no chão desapareceram.
- Majestade... – Thorn não encontrou palavras para se expressar. – Isso foi incrível...
Ela abriu os olhos.
- Nada como a beleza acima de tudo...
Ela foi interrompida por Seiya que esforçadamente ficou de pé.
- Pégaso...? – ela assustou-se.
- Como ela é bonita... – Seiya também ficou impressionado.
Ela sorriu mais uma vez.
- Quem é você? – perguntou Seiya.
- Isso não é da sua conta Pégaso... – Thorn tomou à frente furioso. – Como ainda resiste?
- Acabarei logo com você, Thorn... – disse Seiya.
- Quanta arrogância... Morra seu cretino!
- CORRENTE DE ESPINHOS!
A mesma corrente de espinhos que atingira Ikki, avançou na direção de Seiya.
- METEOROS DE PÉGASO!
- Não seja ridículo!

A corrente de espinhos resistiu aos meteoros e cercou Seiya, como uma aranha que estava com uma presa próxima a devorá-la. Ela enroscou nele com bastante vingança. Seiya gritou profundamente resistindo, mas a dor o superava.
- Não adianta resistir, só vai prolongar o seu sofrimento...
- Nunca que eu vou ser derrotado por essa arma ridícula!
Seiya explodiu o cosmo. A corrente de espinhos foi despedaçada.
- Não! – Thorn soltou uma exclamação aguda.
De volta no chão, Seiya encarou Thorn com certo orgulho na face.
- Eu sou um cavaleiro de Atena, não vai me vencer...
Seiya queimou o seu cosmo intensamente.
- Do que adianta, está lutando por um causa perdida...
- O que está dizendo? – perguntou Seiya furioso.
- Eu disse que Atena não poderá mais ser salva, pois ela já está morta...
- Não... Não... NÃO! – gritou Seiya. – Isso é impossível...
- Me responda só uma coisa, consegue sentir o cosmo dela? – Thorn parecia bastante feliz com isso.
(É verdade... A cosmo energia de Saori desapareceu...) – pensou Seiya angustiado.
Vendo a cara de Seiya de derrotado, Thorn tentou finalizar:
- Morra Pegaso, vá se juntar com Atena no mundo dos mortos... – ele usou os dois punhos que brilhavam intensamente para atacar.
- NUNCA! Nunca me darei por vencido! – Seiya explodiu de raiva.
Imediatamente, uma forte cosmo energia transbordou de seu corpo. Um brilho intenso...
- O que está acontecendo...? – Thorn percebeu a reação estranha no corpo de Seiya.
- Sinto um novo poder invadir o meu corpo...
Mais um milagre aconteceu. Seiya estava agora trajando a lendária armadura divina de Pégaso.
- Incrível... – murmurou uma voz feminina.
- Prepare-se para morrer Thorn...
- Não seja ridículo...
Thorn avançou furiosamente para atacá-lo.
- Não se aproxime!
Thorn nem deu ouvidos a ele.
É agora!
- METEOROS DE PÉGASO!
Uma forte rajada de meteoros partiu em disparada. A armadura de Thorn foi destruída em inúmeros pedaços. Seu rosto agora sangrava sem parar, mesmo assim ele ainda se manteve de pé. Seus longos cabelos negros brilhavam intensamente.
- Posso acabar com você a qualquer momento...
- LUTAREI ATÉ A MORTE PEGASO!
Thorn avançou contra Seiya mais uma vez, que desta vez não mediu esforços e disparou pela primeira vez um ataque inédito.
- EXPLOSÃO DE PEGASO!
Uma bomba de energia na velocidade da luz cortou o vento.
- NÃOOOOOOOOOOOOOO!
- THORN... – gritou apavorada a mulher atrás dele.
Por fim Thorn caiu derrotado no campo de batalha.
- Não pode ser... – a mulher parecia não acreditar ao ver o corpo de Thorn morto no chão.
- Saori...
- Maldito Pégaso... – a mulher mirou seu olhar para Seiya.
- Rápido, me diga onde está a Saori...!
- Thorn não mentiu, Atena a está hora deve está morta.
- Não...
- Não acredita? – ela se esforçou para sorrir. – Deixarei então que possa comprovar isso com seus próprios olhos antes de morrer...
Seiya sentiu uma profunda dor no fundo do seu peito.
- Muito bem Pegaso, Veja!
Ela apontou uma das mãos para o seu trono que rapidamente mudou de forma e transformou-se numa porta.
- Depois daquela porta, você encontra o meu glorioso jardim. Naturalmente não gosto que seres incapazes entrem nele, mas deixarei você, pois pra mim será mais que uma honra vê-lo ver Atena morta...
Seiya correu rapidamente
- Saori...
- Morra Pégaso...
Thorn se levantou rapidamente do chão como um morto vivo sedento por vingança. Sua cara toda ensangüentada e os olhos cheios de fúria.
- Morra você seu maldito! – Ikki levantou-se repentinamente. - AVE FÊNIX!
Thorn foi completamente destroçado, e como um trapo de uma boneca de pano foi caindo com leveza no chão.
- Eu disse que acabaria com você com minhas próprias mãos... – dizendo isso Ikki caiu logo em seguida também.
- Que coisa mais horrível, um cavaleiro de Atena movido pelo ódio... – disse a mulher com desdém.
Seiya não deu atenção a nada, e continuou seu percurso em direção ao jardim sagrado.

Capítulo 18


Capítulo 18

O desafio final (1°parte)


Fim de mistério. Os dois vultos se materializaram e revelaram seus verdadeiros donos. Eram Hyoga e Ikki que adentraram repentinamente no salão.
- Meu irmão...? – Shun não escondeu a alegria ao rever o irmão.
- Olá, irmãozinho! Pelo que vejo você está cumprindo a promessa de lutar como um verdadeiro homem. – disse Ikki.
- Hyoga, você está bem? – perguntou Shun.
- Não se preocupe, estou ótimo! – respondeu Hyoga sorrindo.
- Como é que vocês chegaram aqui...? – Íris estava incrédula. – Impossível!
- Se fosse impossível não estaríamos aqui... – falou Ikki irônico.
- Sua armadura... – Íris não sabia o que dizer. – Ela está intacta. Mas como? Eu mesma a destruí. Eu a destrocei completamente.
- Querida Íris, após eu me livrar daquela pavorosa armadura da ilusão, a armadura de fênix surgiu novamente no meu corpo. Isso por que ela é imortal, assim como a lendária ave fênix: renasce das cinzas.
Ninguém falou nada por um longo momento. Todos se encararam friamente.
O silêncio foi quebrado por Ikki:
- Onde está aquele imbecil do Thorn?
- Isso não é da sua conta! – respondeu Íris friamente.
- Eu acabarei com aquele idiota. Ele vai me pagar por tudo...
- O que aconteceu com a armadura da ilusão? – perguntou Íris perplexa.
- Não me pergunte sobre aquela coisa desprezível... Saía logo da minha frente. Não é com você que eu tenho contas a acertar.
- Está maluco? Se quiser passar, terá que me derrotar!
- Não me obrigue a lutar com você...
- Somos três a um Íris, vai encarar? – falou Shun ironicamente.
Hyoga sorriu concordando.
- Pois então que venham! Não tenho medo de vocês!
Íris atacou rapidamente:
- SUSPENSÃO CELESTE!
- GOLPE FANTASMA DE FÊNIX! – Ikki revidou rápido.
O ataque de Íris foi anulado, enquanto o de Ikki afetou-a completamente.
Atordoada com o espírito diabólico, Íris tem um terrível pesadelo.
Ela estava sentada em um campo muito florido e perfumado. O vento fresco batia nos seus longos cabelos rosados e os faziam flutuar. De repente alguém se aproxima dela. Íris só viu seu vulto negro e seus olhos vermelhos e diabólicos.
-Você já me foi útil o bastante... – falou a figura misteriosa com sua voz fria. – Mas agora não preciso mais de você... Morra!
Fortes rajadas de fogo foram disparadas no jardim por esse ser. Um incêndio terrível se originou. Íris gritava profundamente no meio dele... Aos poucos ela ia sendo carbonizada...
Íris acordou gritando apavorada com as mãos na cabeça.
- O que foi isso? – perguntou ela atordoada.
Ikki sorriu.
- Isso foi a minha ilusão diabólica. Ela mexe com o sistema nervoso da vitima até destroçá-lo.
- Isso é o melhor que pode fazer? – caçoou ela, mesmo sem estar em condições.
- Íris, você não tem chances, portanto pare de resistir, nos deixe logo passar. – falou Hyoga muito serio.
- NUNCA!
- Entendi, então terei que te eliminar sem piedade... – Ikki falou friamente.
- Ikki...? – deixou escapar Shun ao ouvir as palavras duras do irmão.
- Shun, essa mulher é maligna, estou tratando ela como ela merece. Eu acho que já te ensinei isso.
Shun não falou mais nada.
- Prepare-se Íris:
- AVE FÊNIX!
- REFLEXO DE LUZ! - revidou ela.
Os dois ataques se chocaram e se alto - destroem.
- MORRA FÊNIX! LAMPEJO DE CORES! – atacou Íris sem perder tempo.
- Idiota, já falei que não tem chances contra mim:
- AVE FÊNIX!
- PAREM!
Ikki ficou paralisado. Todos ao seu redor também.
- Íris, deixe eles seguirem em frente!. – era uma voz feminina que parecia vir de muito longe.
- Mas... – Íris reagiu.
- É para o seu próprio bem...
- Claro, sua palavra é uma ordem...
- Muito bem, será recompensada futuramente.
A voz desapareceu.
- Quem era? – perguntou Ikki perplexo.
- Isso não é da sua conta. – Ela parecia abalada. - Vamos, não ouviram? Sigam em frente! O objetivo final de vocês está próximo...
Todos os cavaleiros se encararam.
- Vão, depois eu alcanço vocês... – disse Shun. – Eu tenho que despertar o Seiya e o Shiryu.
- Tem certeza que eles ainda estão vivos? – perguntou Íris duvidando.
- Eles não vão desistir tão facilmente...
- Ikki, o Shun tem razão! – falou Hyoga com um ar de compreensão.
- Conto com você irmãozinho...
- Não vou decepcioná-lo Ikki...
Ikki balançou a cabeça concordando e olhando mais uma vez para Hyoga, os dois correndo seguiram em frente.

Ikki e Hyoga entraram triunfante na grande sala principal. Na verdade era a mais bonita de todas. Ela era rodeada de pilares, flores e perfumada. Iluminada com um esplendor divino. Um longo tapete vermelho coberto com rosas dava caminho até um trono escondido com cortinas da mesma cor. Ikki e Hyoga caminharam lentamente até chegarem em frente dele.
- Já pode sair daí... – disse Ikki seriamente.
- Vamos, já está na hora de revelar, quem é você... – insistiu Hyoga.
- Vocês continuam como sempre – falou uma voz feminina doce e perfeita. –, não respeitam nem mesmo as grandes divindades...
- Não pode está falando de você! – falou Ikki ironicamente.
- Vai ser castigado por isso, seu inútil... – disse ela furiosa. Apesar disso, sua voz não deixava de ser doce e bela. – É assim que retribui tudo que fiz por você?
- Não seja ridícula! Você tentou me matar isso sim! – Ikki falou furiosamente. – Ainda se considera uma deusa? Uma deusa de verdade e feita de amor e segue sempre o caminho do bem...
- Estou tentando seguir esse caminho... Por isso é preciso alguns sacrifícios.
- O QUÊ? – Ikki sorriu meio sem gosto.
- Ganhei a terra para dominá-la. Atena não estava tomando conta dela como devia. Quero no entanto recomeçar uma nova vida, purificando tudo e todos que já a sujaram uma vez. E já estou quase conseguindo...
- Não pode está falando serio...? – duvidou Hyoga.
- O que está planejando?
Ela sorriu brandamente.
- Em poucos minutos Atena morrerá. Portanto, a terra ficará a minha disposição, para eu dominá-la como quiser... Mas não se preocupem! Eu saberei organiza-la de verdade.
- Atena é a única que pode nos ajudar... – Ikki ficava furioso a cada segundo.
- Onde está ela agora? Diga-me por favor... – implorou Hyoga.
- Já chega, conseguiram muito em chegarem até aqui...
- Mostre-me o seu rosto! – falou Ikki em tom de ordem.
- Quem você está pensando que é cavaleiro?
- Muito bem! Terei que força-la então...
Ikki fez postura de ataque.
- AVE FÊNIX!
- NÃO SEJA RIDICULO!
Antes mesmo do golpe de Ikki atingir as cortinas, ele voltou com tudo na direção deles. Os dois são atingidos pelo golpe ave fênix e são jogados para longe.
- Meu ataque foi revidado...? Isso significa que ela é...
- Quem é você? – perguntou Hyoga se levantando.
- Não vão precisar saber... Pois morrerão em breve! Encarem o meu guerreiro mais fiel e mais poderoso...
Ramos de espinhos surgiram do nada e cresceram rapidamente. Ele foi se abrindo aos poucos como uma flor. Uma luz ofuscante deu origem a um cavaleiro de fisionomia medonha.
Os dois agora de pé novamente, encaravam o guerreiro que surgiu na frente deles.
- THORN? – falaram os dois igualmente assustados.
Na verdade era Thorn, mas ele não era mais o mesmo. Sua armadura negra, exibia um brilho divino e havia mudado de forma. O numero de espinhos na sua armadura havia aumentado, e estavam mais afiados do que nunca.
- Finalmente te encontrei de novo seu cretino... – disse Ikki explodindo de raiva.
Thorn apesar de tudo sorriu.
- O que aconteceu com você? – Hyoga perguntou impressionado.
- Não tenho tempo para responder perguntas. MORRAM!
- RAJADA DE ESPINHOS! – Thorn parecia uma maquina incontrolada de combate.
O ataque foi tão rápido que eles nem tiveram tempo de revidar ou se defenderem.
Os espinhos os atingiram em cheio, fazendo eles desabarem no chão.
- Thorn conseguiu o que ele mais desejava – falou a voz por trás das cortinas. – Thorn recebeu grande parte de sangue divino... – ela deu um sorriso. – Inclusive o de Atena. Portanto, agora ele também é um guerreiro divino.
- O QUE? – Ikki se assustou com as palavras dela.
Hyoga que se levantou lentamente, não conseguiu falar nada.
- O que você fez com Atena? – perguntou Ikki incrédulo.
- Morra você primeiro, fênix:
- CORRENTE DE ESPINHOS!
Uma corrente formada de espinhos prendeu Ikki e o apertou drasticamente. Seu pescoço foi apertado e rasgado com os inúmeros espinhos. O sangue de Ikki pingou lentamente no chão. A corrente de espinhos não o largou e continuou o torturando. Ikki ficou imobilizado e até seus fortes gritos foram abafados.
Hyoga ficou imóvel. Thorn não era mais o mesmo, mesmo assim tentou salvar o amigo.
- PÓ DE DIAMANTE!
- Não seja ridículo! – Thorn usou sua outra mão que estava livre para conter o ataque de gelo.
- O QUE?
A corrente de espinho se dissolveu e Ikki caiu no chão inconsciente.
Thorn olhou furiosamente para Hyoga.
- Agora é a sua vez... – disse Thorn aproximando-se dele rapidamente.
Hyoga não escondeu a angustia e o medo.
- PARE!
Três cavaleiros de bronze entraram de repente no salão principal.
Seiya, Shiryu e Shun entraram triunfantes emanando cosmos altamente poderosos.
Hyoga se sentiu mais aliviado.
Thorn ficou paralisado. Não com medo, mais impressionado.
- Vai ter que encarar todos nos de uma só vez... – falou Seiya determinado.
Thorn sorriu.
- Será uma honra...